Groovy e outras linguages da JVM, preciso disso?

Apesar de já ter passado o Javaneiros 2012, esse post é sobre a quarta edição, o Javaneiros 2011. Nesse evento tive a oportunidade de palestrar sobre um assunto que gosto muito: Groovy.

O Groovy é uma linguagem para a JVM baseada na linguagem Java mas com zilhões de facilidades que estão presentes em linguagens muito usadas hoje em dia como Ruby. A vantagem principal do Groovy é familiaridade para quem conhece Java. Se você sabe fazer algo em Java não vai precisar reaprender em Groovy, basta fazer igual que vai funcionar. Mas é bem possível que com tempo você aprenda uma forma mais simples de fazer com Groovy.

Eu já tinha feito um post de um assunto parecido, onde eu comentei de como tem gente que diz sentir falta de muitas features que estariam presentes no Java 7 (na época ainda não tinha saído) e que estão presentes no Java 8. Quase tudo que almejamos em novas versões do Java já está no Groovy. Mas então por que será que é pouco usado?

Uma coisa que muito javeiro gosta, e eu me incluo nisso, é o trabalho que o compilador faz nos avisando de um eventual erro de digitação ou coisa do gênero. Mas isso tira a possibilidade de usarmos métodos disponibilizados em tempo de execução via algum framework, como active record se estivermos usando Grails. Aí fica aquela dúvida, qual o melhor? Tipagem dinâmica ou estática? Com o Groovy 2 podemos ter os dois, e via anotação escolhemos quando vamos usar um ou outro.

Como é possível ver no vídeo, podemos ter uma classe Groovy onde somente um método vai ter checagem de tipo pelo compilador, ou então uma classe inteira onde essa checagem está ligada, exceto um determinado método. Como já coloquei o vídeo abaixo, não vou me alongar muito nesse texto, mas em outro posts podemos explorar mais essas possibilidades que a linguagem oferece.

Você pode ver o vídeo no vimeo ou então pelo player abaixo.

2 thoughts on “Groovy e outras linguages da JVM, preciso disso?

  1. Gilliard, seus posts e apresentações sempre contribuem de forma excelente. Depois de assistir essa, posso dizer : Essas “@Annotations” derrubam muitos argumentos de quem resiste ao Groovy alegando ausencia de tipagem estática e outras “features”. Vou atualizar o meu Groovy do 1.8 para o 2. Mais uma vez , Parabéns e obrigado.

  2. Muito obrigado @Paulo Vicente Calçada.
    Nossa opinião é a mesma. Eu também, apesar de já ser defensor do Groovy, sentia a falta de poder usar Java puro em determinadas classes de negócio. É claro que posso fazer a classe em Java, mas aí é 8 ou 80, e acho que não dá pra ser mais flexível do que a forma como foi feito. Quer tipar a classe toda, dá; quer tipar só um método, dá também. Muito bom!
    Sem contar que a tipagem não tira as facilidades da linguagem como dá pra ver no vídeo.
    Um abraço. Qualquer coisa estou à disposição.

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