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Desenvolvendo uma aplicação Desktop com Weld – Final

May 25th, 2010

Depois da parte 1 e parte 2, chegamos à parte final do nosso exemplo. Disponibilizei o código e vou mostrar mais algumas coisas.
Só uma observação sobre o código: é o mesmo utilizado na apresentação de 14 de Novembro de 2009, quando ainda não tínhamos as mesmas versões de hoje. Mas o exemplo é totalmente funcional. Acabei deixando fixa a versão no pom.xml, então para testar a última versão você vai ter que alterá-lo.

Agora voltando ao post…


Alternatives


Alternatives são a forma de trocarmos um objeto por outro. É parecido com um decorator, mas em vez de incrementar funcionalidades, um alternative serve para substituir um bean.

No nosso exemplo, temos o seguinte objeto como alternativa ao nosso CaixaEletronico:

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@Alternative
public class CaixaEletronicoSubstituto extends CaixaEletronico{
 
 
	public void depositar(float valor)
	{
		System.out.println("@@@@@@ CaixaEletronicoMock.depositar():" + valor);
	}
	public void sacar(float valor)
	{
		System.out.println("@@@@@@ CaixaEletronicoMock.sacar():" + valor);
	}
}


E para habilitar temos que mudar novamente nosso META-INF/beans.xml:

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<beans xmlns="http://java.sun.com/xml/ns/javaee" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
	xsi:schemaLocation="http://java.sun.com/xml/ns/javaee http://java.sun.com/xml/ns/javaee/beans_1_0.xsd">
 
	<interceptors>
		<class>br.com.jugms.weldse.intercept.ContaInterceptor</class>
	</interceptors>
 
	<decorators>
		<class>br.com.jugms.weldse.intercept.CaixaDecorator</class>
	</decorators>
 
	<alternatives>
		<class>br.com.jugms.weldse.model.CaixaEletronicoSubstituto</class>
	</alternatives>
 
</beans>


Agora se executarmos nosso código a saída sera:

hello
CaixaDecorator.sacar()
@@@@@@ CaixaEletronicoMock.sacar():200.0
ContaInterceptor.protege(antes) >> getSaldo
ContaInterceptor.protege(depois) >> getSaldo
2000.0
CaixaDecorator.depositar()
@@@@@@ CaixaEletronicoMock.depositar():300.0
ContaInterceptor.protege(antes) >> getSaldo
ContaInterceptor.protege(depois) >> getSaldo
2000.0


Como podemos ver, nosso decorator decora o alternative e o interceptor continua funcionando normalmente.
Podemos também declarar uma anotação própria e anotá-la como alternative. Mas em vez de tentar explicar, vou mostrar um outro exemplo que servirá como base para este.


Estereótipos próprios


Podemos criar nossos próprios estereótipos, e dessa forma não só reduzir a quantidade de anotações em cima dos nossos beans, mas também deixar a leitura das anotações mais condizentes com nosso linguajar do dia a dia.

Vamos pegar como exemplo o nosso objeto ContaBancaria:

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package br.com.jugms.weldse.model;
 
import javax.enterprise.context.ApplicationScoped;
import javax.enterprise.event.Observes;
import javax.inject.Inject;
import javax.inject.Named;
 
import br.com.jugms.weldse.intercept.Seguro;
 
@ApplicationScoped
@Seguro
public class ContaBancaria {
	//o código já foi visto antes
}


Já vimos este código e o corpo da classe não tem relação com o que vamos ver agora. Agora o mais importante é observarmos as anotações. Temos duas, mas poderíamos ter mais. Para deixar isso mais limpo e com mais significado no meu negócio, poderia criar um estereótipo próprio como o seguinte:

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package br.com.jugms.weldse.model;
 
import static java.lang.annotation.ElementType.TYPE;
import static java.lang.annotation.RetentionPolicy.RUNTIME;
 
import java.lang.annotation.Retention;
import java.lang.annotation.Target;
 
import javax.enterprise.context.ApplicationScoped;
import javax.enterprise.inject.Stereotype;
 
import br.com.jugms.weldse.intercept.Seguro;
 
@ApplicationScoped
@Seguro
@Stereotype
@Target(TYPE)
@Retention(RUNTIME)
public @interface JavaneirosBean {
}


E depois mudar nosso ContaBancaria deixando ele assim:

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package br.com.jugms.weldse.model;
 
import javax.enterprise.event.Observes;
import javax.inject.Inject;
import javax.inject.Named;
 
@JavaneirosBean
public class ContaBancaria {
	//o código já foi visto antes
}


Com isso o resultado será o mesmo de antes. Nosso objeto ContaBancaria é @Seguro e @ApplicationScoped. Além disso se depois quisermos dizer que nosso @JavaneirosBean é também um @Alternative ou qualquer outro estereótipo pré-existente ou mesmo um outro estereótipo customizado, basta anotar nossa anotação @JavaneirosBean com a anotação desejada.

Pode parecer estranho usarmos anotações de anotações, mas para exemplificar, se a JPA suportasse isso eu poderia ter uma anotação @Entidade que seria uma @Entity (JPA) e ao mesmo tempo @Named (CDI) e assim poder utilizá-la diretamente nas minhas view JSF com uma única anotação.


Conceitos gerais


Eu disse que ao final do exemplo iria entrar mais na parte teórica de como a CDI trata mais extamente a injeção de dependência, seleção de candidatos etc. Porém por questão de organização, vou deixar isso em um post separado.

JavaEE , , , , , , , ,

Desenvolvendo uma aplicação Desktop com Weld – Parte 2

May 25th, 2010

Continuando então no nosso exemplo, vamos comentar mais sobre a “parte prática” do exemplo e depois eu comento mais sobre os tipos de injeção que a CDI faz. E só pra contextualizar, quando eu disse “ejeção” no último post, não quer dizer que a CDI tem um @Out como o Seam, e sim que ele tem uma forma de produzir objetos para um determinado escopo assim como um @Factory do Seam ou Spring.


Interceptors


No final do ultimo post vimos que nossa ContaBancaria estava anotada com @Seguro. Essa é uma anotação da nossa aplicação:


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package br.com.jugms.weldse.intercept;
 
import static java.lang.annotation.ElementType.METHOD;
import static java.lang.annotation.ElementType.TYPE;
import static java.lang.annotation.RetentionPolicy.RUNTIME;
 
import java.lang.annotation.Retention;
import java.lang.annotation.Target;
 
import javax.interceptor.InterceptorBinding;
 
@InterceptorBinding
@Target( { METHOD, TYPE })
@Retention(RUNTIME)
public @interface Seguro {
}


No meio de um monte de anotações percebemos a que define nossa anotação como uma @InterceptorBinding. Agora basta anotar quem queremos interceptar com a mesma anotação usada na definição do interceptor (@Seguro) para “bindar” interceptador e interceptado.


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package br.com.jugms.weldse.intercept;
 
import javax.interceptor.AroundInvoke;
import javax.interceptor.Interceptor;
import javax.interceptor.InvocationContext;
 
 
@Interceptor @Seguro
public class ContaInterceptor {
 
	@AroundInvoke
	public Object protege(InvocationContext context) throws Exception
	{
		System.out.println("ContaInterceptor.protege(antes) >> " + context.getMethod().getName());
 
		Object object = context.proceed();
 
		System.out.println("ContaInterceptor.protege(depois) >> " + context.getMethod().getName());
 
		return object;
	}
}


Esse é o nosso interceptador. Olhando o código quase não preciso explicar nada. Aqui coloquei Conta no meio do nome porque é uma aplicação de exemplo, mas na prática poderia ter um uso mais genérico. Esse código tem o jeitão de um interceptador comum. O método “protege” está anotado com @AroundInvoke, e isso me dá o poder de envolver, e com isso até mesmo trocar a implementação original do objeto interceptado. É bem parecido com AOP. Mas a regra do tio Ben se aplica aqui também: “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”! Então isso não serve para ficar adicionando regra de negócio na aplicação, senão depois você não vai achar mais nada no sistema e vai falar que viu isso aqui. A idéia de um interceptor é prover funcionalidades ortogonais para o sistema, assim como AOP. Então se você não gosta de AOP ou interceptor é provavelmente porque está colocando código no local errado.

Nesse exemplo usei para prover segurança, protegendo meus objetos marcados com @Seguro. Mas minha implementação simplesmente mostra no console que o nosso método foi chamado.

Além de interceptors, temos decorators, que veremos daqui a pouco. Mas para já ter uma idéia da diferença, o interceptor geralmente é para requisitos não funcionais, enquanto os decorators adicionam funcionalidades em objetos do nosso sistema. Mas o foco aqui não é padrões de projeto, então para saber mais basta dar uma pesquisada. O que importa para o contexto desse post é que tanto interceptors quanto decorators não estão habilitados por padrão. Para colocá-los para rodar precisamos “ligá-los” no arquivo /META-INF/beans.xml. Abaixo vemos como fica nosso arquivo com esse interceptor ligado.


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<beans xmlns="http://java.sun.com/xml/ns/javaee" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
	xsi:schemaLocation="http://java.sun.com/xml/ns/javaee http://java.sun.com/xml/ns/javaee/beans_1_0.xsd">
 
	<interceptors>
		<class>br.com.jugms.weldse.intercept.ContaInterceptor</class>
	</interceptors>
 
</beans>


Eu sei que sou repetitivo, mas mais uma vez eu digo: não precisamos habilitar beans injetáveis ou gerenciáveis quando usamos CDI. Basta que os objetos estejam em um bean package para tudo acontecer, e um bean package é um módulo (jar, projeto, etc) que tenha um arquivo /META-INF/beans.xml vazio (só com cabeçalho). Pronto, só precisa disso. As exceções são para interceptors, decorators e alternatives (esse ultimo falo depois). Esses sim precisam ser habilitados.

Agora que já temos tudos os arquivos, executando a aplicação temos a seguinte saída:

hello
ContaInterceptor.protege(antes) >> recebeMovimento
ContaInterceptor.protege(depois) >> recebeMovimento
ContaInterceptor.protege(antes) >> getSaldo
ContaInterceptor.protege(depois) >> getSaldo
1800.0
ContaInterceptor.protege(antes) >> recebeMovimento
ContaInterceptor.protege(depois) >> recebeMovimento
ContaInterceptor.protege(antes) >> getSaldo
ContaInterceptor.protege(depois) >> getSaldo
2100.0

Como estamos usando @AroundInvoke, colocamos uma mensagem antes e uma depois de cada método.


Decorators


Agora que vimos o interceptor, fica mais fácil entendermos o decorator. Vamos ao código

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package br.com.jugms.weldse.intercept;
 
import javax.decorator.Decorator;
import javax.decorator.Delegate;
import javax.inject.Inject;
 
import br.com.jugms.weldse.model.CaixaEletronico;
 
@Decorator
public class CaixaDecorator extends CaixaEletronico {
 
	@Inject
	@Delegate
	private CaixaEletronico delegate;
 
	@Override
	public void sacar(float valor) {
 
		System.out.println("CaixaDecorator.sacar()");
 
		delegate.sacar(valor);
	}
 
	@Override
	public void depositar(float valor) {
 
		System.out.println("CaixaDecorator.depositar()");
 
		delegate.depositar(valor);
	}
}


Um decorator precisa ter condições de substituir o objeto original (extender, implementar mesma interface). Além disso temos o objeto original que é injetado através da anotação @Delegate juntamente com a @Inject. Aqui também podemos utilizar diversos estereótipos para “selecionar” o objeto a ser decorado. Como os demais exemplos dessa nossa aplicação, esse decorator é extremamente complexo ao printar no console que ele foi executado :D .

Agora basta adicionarmos ele no beans.xml:

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<beans xmlns="http://java.sun.com/xml/ns/javaee" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
	xsi:schemaLocation="http://java.sun.com/xml/ns/javaee http://java.sun.com/xml/ns/javaee/beans_1_0.xsd">
 
	<interceptors>
		<class>br.com.jugms.weldse.intercept.ContaInterceptor</class>
	</interceptors>
 
	<decorators>
		<class>br.com.jugms.weldse.intercept.CaixaDecorator</class>
	</decorators>
 
</beans>


E agora a saída no console é a seguinte:

hello
CaixaDecorator.sacar()
ContaInterceptor.protege(antes) >> recebeMovimento
ContaInterceptor.protege(depois) >> recebeMovimento
ContaInterceptor.protege(antes) >> getSaldo
ContaInterceptor.protege(depois) >> getSaldo
1800.0
CaixaDecorator.depositar()
ContaInterceptor.protege(antes) >> recebeMovimento
ContaInterceptor.protege(depois) >> recebeMovimento
ContaInterceptor.protege(antes) >> getSaldo
ContaInterceptor.protege(depois) >> getSaldo
2100.0


Apesar da saída no console mostrar nosso decorator antes do nosso interceptor, isso é porque estamos decorando e interceptando coisas diferentes, pois decorators são chamados depois dos interceptors.

Em seguida posto como funcionam os alternatives e o que faltou colocar nesses dois primeiros posts.

JavaEE , , , , , , , ,

Desenvolvendo uma aplicação Desktop com Weld – Parte 1

March 17th, 2010

Como havia comentado, em Novembro do ano passado eu apresentei uma palestra no Javaneiros, evento anual sobre Java organizado pelo JUGMS. Os slides eu já disponibilizei no post anterior, e agora vou de fato colocar aqui no blog o que mostrei na palestra, pois slides sem explicação não serve para muita coisa né?

Como acho que um post só vai ficar muito grande, vou publicar o conteúdo em partes.


Intradução


Primeiramente eu gostaria de explicar, para quem não está familiarizado, o que é a CDI. Hoje em dia está mais difundido que na época da palestra, mas até para manter a coerência com os slides vou comentar rapidamente alguma coisa. Se seu objetivo é ver código, pode pular esse tópico.

A CDI, ou “Context and Dependency Injection for the Java EE platform” é uma especificação que define uma forma padrão de trabalharmos com DI em aplicações Java. Pelo nome já vemos que ela é voltada para Java EE, mas está seguindo os mesmos passos da JPA, que foi introduzida no Java EE 5 mas é usada sem problemas em aplicações SE.

Talvez a coisa que valha mais a pena comentar antes de entrar na prática é o monte de nomes envolvidos nessa JSR. O primeiro “nome” é a própria identificação da JSR: “JSR-299″. Acho que até quem nunca foi ligado em número de JSR já ouviu falar dessa tal de 299. Para resumir a história, ela já se chamou WebBeans antes de se chamar CDI, e até hoje muita coisa na internet, principalmente as discussões iniciais você vai encontrar esse nome. Além disso tem a implementação de referência dela, que também já chamou WebBeans e agora é Weld. Ou seja, de WebBeans não sobrou nada.

Outra coisa que veio dar uma cofundida nesses nomes foi a JSR-330, “Dependency Injection for Java“, que nada mais é do que a extração das anotações da CDI para uma especificação menor, tornando assim mais fácil que frameworks como Spring e Guice utilizem anotações padrão mesmo não sendo uma implementação da CDI. Isso gerou muita polêmica também, pois em tese a CDI já deveria ser mínima e não faz sentido alguém usar as anotações dela sem ter o mesmo comportamento. Mas isso já é outra história.


Ainda antes de começar…


A CDI sofreu muita influência do Seam e Guice, além é claro de não ser difícil de compreender para quem trabalha com Spring, pois no fim das contas os conceitos são os mesmos.

Uma premissa muito forte da CDI é a injeção de dependência “type safe“, o que já a diferencia bastante do Seam que trabalha muito com Strings. Nesse ponto já fica mais perto para quem trabalha com Spring do que quem tá acostumado com Seam.

Outra coisa que temos que ter em mente é que diferentemente do Spring ou Seam onde uma classe simples não é considerada uma candidata à injeção de dependência a menos que seja marcada (via xml ou anotação), na CDI se a classe está dentro de um bean package então ela automaticamente é elegível. Mas isso nós vamos ver na aplicação de exemplo.

Outra coisa que temos que ter em mente é que o objetivo da CDI não é substituir o Seam. O Seam tem um mundo de coisas como facilitadores para e-mail, pdf, bpm, segurança, jsf, etc. A CDI define apenas o core o que será o core do Seam 3, ou seja, a parte da DI, interceptors e mais algumas coisas. Então não vamos comparar coisas tão diferentes com comentários tipo “O Seam é muito melhor que o Weld. O Weld não faz nada, o Seam faz um monte de coisas”.

A primeira coisa que precisamos saber para trabalhar com a CDI é o que é um bean package. Na prática um bean package vai ser um jar (ou pode estar explodido mesmo) onde temos um arquivo META-INF/beans.xml. Se a CDI encontrar esse cara, ela escaneia tudo e considera todas classes dentro desse “módulo” como beans injetáveis. É análogo ao seam.properties, mas no caso do Seam ainda precisa ter a anotação ou estar no components.xml para a classe ser considerada.

Outra coisa que vamos ver no exemplo é que o mesmo se trata de uma aplicação SE de console. Aí nos perguntamos: mas no nome da especificação não fala que é para Java EE? Pois é, mas a especificação define também a criação de extensões portáveis. Isso quer dizer que você pode fazer uma extensão da CDI e rodar em qualquer implementação dela. Pois bem, o Weld tem uma extensão que permite que rodemos tudo isso num ambiente SE, porém com limitações, claro.


Agora vamos à pratica


O nosso exemplo é bem simples, e consiste em realizarmos um saque e um depósito em uma conta bancária via um caixa eletrônico. Para simplificar o exemplo, temos apenas uma conta e um caixa eletrônico.

Nossa aplicação inicia com a classe MovimentacaoControl.

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package br.com.jugms.weldse.control;
 
import javax.enterprise.context.ApplicationScoped;
import javax.enterprise.event.Observes;
import javax.inject.Inject;
 
import org.jboss.weld.environment.se.events.ContainerInitialized;
 
import br.com.jugms.weldse.model.CaixaEletronico;
import br.com.jugms.weldse.model.ContaBancaria;
 
/**
* @author http://gilliard.eti.br
*/
@ApplicationScoped
public class MovimentacaoControl{
 
    @Inject private ContaBancaria contaBancaria;
    @Inject private CaixaEletronico caixaEletronico;
 
    public void executar(@Observes ContainerInitialized init) {
 
        System.out.println("hello");
 
        caixaEletronico.sacar(200.0f);
 
        System.out.println(contaBancaria.getSaldo());
 
        caixaEletronico.depositar(300.0f);
 
        System.out.println(contaBancaria.getSaldo());
 
    }
}

Como podemos ver essa classe possui a anotação @ApplicationScoped, mas essa anotação não serve para habilitar o gerenciamento dos objetos dessa classe, pois como eu disse anteriormente, isso é automático já que estamos em um bean package.

Essa classe também não possui um método main. Para executar o exemplo executamos a classe org.jboss.weld.environment.se.StartMain, e essa sim possui um método main, que inicializa todo o framework e quando termina de inicializar o container ele avisa lançando um evento do tipo org.jboss.weld.environment.se.events.ContainerInitialized. Para iniciarmos nossa aplicação, basta escutarmos esse evento como é feito no método “executar“. Deu para perceber que escutar um evento é algo muito complicado :) . Nesse caso não faremos nada com o objeto init que é o que representa o evento, mas no decorrer do exemplo veremos como isso funciona.

No nosso exemplo, nós realizamos um saque de 200, depois olhamos o saldo, depositamos 300 e olhamos o saldo de novo. Parece bobo (e não vou negar isso), mas é útil para testarmos os diferentes escopos. Pois quando mudamos os scopos para stateless (default, sem a anotação @ApplicationScoped) percebemos que a conta sempre volta a ter o valor inicial.

Nesse exemplo estou trabalhando com classes, mas para trabalhar com interfaces o procedimento é o mesmo, ao ver que você pediu para injetar um objeto tipado por uma determinada interface a CDI vai procurar por uma implementação da mesma, e encontrando injeta. Agora se ela encontrar nenhuma ou mais de uma, aí será lançada uma excessão. “Poxa, mas e se eu tiver mais de uma implementação no bean package”? Palma, palma, palma, não priemos cânico, vamos chegar a ver isso.


Manipulação de eventos


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package br.com.jugms.weldse.model;
 
import javax.enterprise.event.Event;
import javax.inject.Inject;
 
/**
* @author http://gilliard.eti.br
*/
public class CaixaEletronico {
 
    @Inject private Event<Movimentacao> eventMovimentacao;
 
    public void depositar(float valor)
    {
        eventMovimentacao.fire(new Movimentacao(valor));
    }
    public void sacar(float valor)
    {
        eventMovimentacao.fire(new Movimentacao(-1 * valor));
    }
}
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package br.com.jugms.weldse.model;
 
/**
* @author http://gilliard.eti.br
*/
public class Movimentacao {
 
    private float valor;
 
    public Movimentacao(float valor) {
        this.valor = valor;
    }
 
    public float getValor() {
        return valor;
    }
}

Como podemos ver, a classe CaixaEletronico não tem nenhuma anotação para “ativá-la” como injetável, e ainda assim ela é injetada no nosso objeto da classe MovimentacaoControl. Podemos ver também que nossa classe CaixaEletronico não debita diretamente da nossa conta (que nesse exemplo simplista só existe uma). O CaixaEletronico envia uma mensagem que é representada pela classe Movimentacao. Para disparar esse evento nosso CaixaEletronico pede para que seja injetado nele um ‘cara’ que sabe disparar eventos do tipo Movimentacao. E então no depósito ele dispara uma movimentação com valor positivo e no saque uma com valor negativo. Bem simples.

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package br.com.jugms.weldse.model;
 
import javax.enterprise.context.ApplicationScoped;
import javax.enterprise.event.Observes;
import javax.inject.Inject;
import javax.inject.Named;
 
import br.com.jugms.weldse.intercept.Seguro;
 
/**
* @author http://gilliard.eti.br
*/
@ApplicationScoped
@Seguro
public class ContaBancaria {
 
    @Inject @Named
    private float saldoInicial = 1000.0f;
 
    public void recebeMovimento(@Observes Movimentacao movimentacao)
    {
        saldoInicial += movimentacao.getValor();
    }
 
    public float getSaldo() {
        return saldoInicial;
    }
 
}

Agora na classe ContaBancaria vemos como consumir um evento. Na verdade já tinhamos visto na classe MovimentacaoControl, mas agora vamos de fato utilizar o objeto do evento. Como na MovimentacaoControl, para escutarmos um evento basta termos um método com um parâmetro do tipo do objeto do evento anotado com @Observes. Além disso podemos ver o escopo desse objeto, que é de aplicação. Comente esse escopo e você vai perceber que serão criadas várias contas bancárias, e dessa forma vamos debitar em uma e creditar na outra.

Podemos ver também a injeção de um ‘cara’ do tipo float, mas além de @Inject usamos um @Named para isso. O @Named é um qualificador. Nós também podemos, em vários casos vamos “precisar”, criar nosso próprios qualificadores. Um qualificador serve para especificar melhor qual candidato à injeção queremos que seja escolhido. Seria como uma cláusula “where” na pesquisa por injetáveis. No caso desse float, obviamente algém vai ter que colocá-lo no contexto para que possamos recuperá-lo, e podemos ver isso na classe Produtores.

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package br.com.jugms.weldse.model;
 
import javax.enterprise.inject.Produces;
import javax.inject.Named;
 
/**
* @author http://gilliard.eti.br
*/
public class Produtores {
 
    @Produces @Named
    public float getSaldoInicial()
    {
        return 2000.0f;
    }
}

Essa classe agrega todos os métodos produtores da nossa aplicação (que por ser extremamente complexa tem exatamente um :) ). Um método produtor (anotado com @Produces) é o oposto do consumidor (@Inject), logo em vez de pegar, ele joga um obejto no contexto, usando como qualificador o @Named que permite darmos um nome ao componente. Só temos que tomar cuidado para não usarmos demais isso e acabarmos tendo tudo ligado via Strings. Nesse exemplo, o nome usado para registrar esse componente é “saldoInicial”, pois segue o padrão java bean.

Podemos ver também que que na classe ContaBancaria deixei um saldo inicial de 1000, e depois mandei injetar nessa propriedade o valor de um componente do tipo float chamado “saldoInicial” que está com valor 2000. Na prática ficará valendo o 2000, pois o 1000 só vai valer antes que as injeções sejam executadas.

Nos próximos posts eu faço uma sessão específica para comentar as possibilidade de injeção e “ejeção” que a CDI provê. E também vou explicar o funcionamento dos interceptadores como podemos ver através da anotação @Seguro da classe ContaBancaria, e também como especificarmos qual implementação de uma interface vamos querer que seja selecionada. Como dá para perceber esse assunto vai longe. Então até o próximo post.

JavaEE , , , , , , , ,

Apresentacao sobre CDI (JSR-299) no Javaneiros2009

February 25th, 2010

Estou a um bom tempo sem postar, mas nesse tempo fiz bastante coisa que acabei não postando aqui. Uma delas foi uma palestra no Javaneiros2009, falando sobre a JSR-299.

Ainda vou postar aqui o exemplo, mas como pretendo explicar cada parte, e isso vai levar mais tempo, já vou postando os slides até para tirar a poeira do blog.

Update:
Desenvolvendo uma aplicação Desktop com Weld – Parte 1
Desenvolvendo uma aplicação Desktop com Weld – Parte 2
Desenvolvendo uma aplicação Desktop com Weld – Final

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Mojarra (JSF RI) 2.0 disponível

October 19th, 2009

Depois de uma boa espera, está disponível a versão final do JSF 2.0.

Nos demais post deste blog você pode ver alguns exemplos de novas funcionalidades e baixar projetos com JSF 2 (não a versão final) rodando.

Como faz algum tempo que eu venho postando sobre isso, alguns exemplos podem ter pequenas diferenças do que está agora na versão final, mas nada que prejudique o entendimento, pois apesar da implementação estar saindo agora, a especificação já está pronta há algum tempo.

Tem vários assuntos que não tive tempo de escrever um post, mas hoje em dia já não está difícil encontrar exemplos de JSF 2 na internet.

Outros links:

https://javaserverfaces.dev.java.net/
https://javaserverfaces.dev.java.net/nonav/rlnotes/2.0.0/index.html
https://javaserverfaces.dev.java.net/maven2

Boa diversão :D

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URLs amigáveis no JSF 2.0

May 27th, 2009

Hoje vou falar de mais uma novidade do JSF 2, cuja falta era motivo de muita reclamação: URLs amigávies, bookmarking, método GET e outros nomes que podemos dar. O suporte a essa nova funcionalidade é dado por dois pares de componentes, de um lado h:button e h:link e do outro f:metadata e f:viewParam.

Os componentes h:button e h:link servem para originar as ações jsf assim como os componentes h:command{Button|Link}, porém usando GET em vez de POST. Esses componentes possuem um atributo chamado outcome, que representa a regra de navegação do JSF, assim como seria colocar uma String diretamente na action do h:command{Button|Link}. Para passar parâmetros colocamos a tag f:param dentro do h:link ou h:button.

Como exemplo vamos ver uma aplicaçãozinha que tem uma tela de listagem e outra de visualização de Pessoas. A seguir um trecho da página de listagem de pessoas, listarPessoas.xhtml:

<h:form>
	<h:dataTable value="#{pessoaController.pessoas}" var="pessoa">
		<h:column>
			#{pessoa.nome}
		</h:column>
		<h:column>
			<h:link outcome="/verPessoa" value="Editar">
				<f:param name="pessoa" value="#{pessoa.nome}"/>
			</h:link>
		</h:column>
	</h:dataTable>
</h:form>

Nesse exemplo, no outcome eu já estou usando o esquema novo de navegação comentado no post passado. O link acima vai gerar uma url parecida com http://localhost:8080/exemplojsf2/verPessoa.jsf?pessoa=fulano_0.

Agora do lado da página que recebe a requisição temos os componentes f:metadata e f:viewParam. A primeira é apenas uma tag que engloba as f:viewParam. Já as tags f:viewParam se comportam de forma muito parecida com um h:inputText, podemos dizer que praticamente a única diferença é no input a gente digita em um formulário, enquanto na f:viewParam escrevemos na URL.

A tag f:viewParam possue os seguintes atributos: converter, converterMessage, required, requiredMessage, validator, validatorMessage, value, valueChangeListener, maxlength e for (este último voltado para o novo esquema de component composition do Facelets). Como podemos ver, é praticamente um h:inputText.

Vamos ver então um trecho do código da página que recebe a requisição, verPessoa.xhtml:

<f:view>
	<f:metadata>
	    	<f:viewParam name="pessoa" value="#{pessoaController.pessoaSelecionada}" />
   	</f:metadata>
<h:head>
    <title>Ver Pessoa</title>
</h:head>
<h:body>
	<h:form>
		Nome: #{pessoaController.pessoaSelecionada.nome}
	</h:form>
</h:body>
</f:view>

Não precisei colocar um converter no f:viewParam pois configurei um converter “forClass” como veremos mais a frente.

Agora a nossa classe

public class Pessoa {
 
	private String nome;
 
	public Pessoa() {
	}
	public Pessoa(String nome) {
		this.nome = nome;
	}
 
	//getter e setter suprimido
}

Isso mesmo, a classe é complexa desse jeito  :D

Como o intuito é só um exemplo, eu nem me preocupei com banco de dados ou algum mecanismo mais interessante, apenas criei um conversor para mostrar que o novo esquema não permite apenas o uso de Strings. Segue o código do conversor:

@FacesConverter(forClass=Pessoa.class)
public class PessoaConverter implements Converter {
 
	@Override
	public Object getAsObject(FacesContext context, UIComponent component, String string) {
 
		return new Pessoa(string);
	}
 
	@Override
	public String getAsString(FacesContext context, UIComponent component, Object object) {
 
		return ((Pessoa)object).getNome();
	}
 
}

E agora nosso managed bean que recebe não uma String, e sim objetos do nosso domínio. Eu falo isso o tempo todo pois preciso deixar isso bem claro, senão eu fico doido de ver uma aplicação usando JSF passando String e Integer de um lado pro outro :(

Mas tudo bem, deixando o desabafo pra lá vamos ao código:

@ManagedBean(name="pessoaController")
@RequestScoped
public class PessoaController {
 
	private Pessoa pessoaSelecionada;
	private List<pessoa> pessoas;
 
	@PostConstruct
	public void init()
	{
		pessoas = new ArrayList<pessoa>();
		for (int i = 0; i < 10; i++) {
			pessoas.add(new Pessoa("fulano_" + i));
		}
	}
 
	//getters e setters suprimidos
}

Acredito que por hoje seja suficiente. Vou ver se em breve escrevo algo mais específico sobre facelets.

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implicit navigation do JSF 2.0

May 18th, 2009

O JSF 2 teve o mecanismo de navegação melhorado. Agora além de regras de navegação implícitas foi adicionado um teste que pode ser feito usando a tag <if> dentro do <navigation-case>. E para finalizar a tag <to-view-id> aceita EL, o que torna tudo mais dinâmico.

Mas como são várias coisas, vamos por partes

Implicit Navigation

Agora quando retornamos um outcome na nossa action, caso nenhuma regra de navegação compatível seja encontrada, a navegação implícita entra em cena.

Vamos considerar os seguintes dados

from-view-id outcome to-view-id implícita
/pasta1/view1.xhtml view2 /pasta1/view2.xhtml
/pasta1/view1.xhtml /view2 /view2.xhtml
/pasta1/view1.xhtml /pasta2/view3 /pasta2/view3.xhtml
/pasta1/view1.xhtml view2.groovy /pasta1/view2.groovy
/pasta1/view1.xhtml /outrapasta/view2.groovy /outrapasta/view2.groovy



Acredito que a tabela seja auto explicativa, mas só para consolidar: caso o outcome devolvido comece com “/” será considerado como caminho absoluto, senão a view será procurada na mesma pasta da view que originou a action. Além disso se nenhuma extensão de arquivo for informada, será considerada a mesma extensão da view que originou a action.

E por fim, podemos definir o atributo “faces-redirect=true” para informar que queremos que seja usado um redirect, assim como faríamos com se tivéssemos definido nossa regra de navegação via xml, como por exemplo “meuOutcome?faces-redirect=true“.

Navigation case com <if>

Assim como as implicit navigation, o Seam também tem o <if> como o do JSF 2, porém no Seam esse <if> fica no pages.xml, um arquivo do Seam. Como sempre, vamos ver um exemplo para facilitar o entendimento.

@ManagedBean(name="pessoaBean")
@RequestScoped
public class PessoaBean{
 
	private EntityManager em; //injetado por algum mecanismo
 
	private Pessoa pessoa = new Pessoa();
 
	public void actionSalvar() {
		em.persist(pessoa);
	}
 
	//getters e setters suprimidos
}

agora vamos ver o faces-config.xml

...
<navigation-rule>
	<from-view-id>/cadastroPessoa.xhtml</from-view-id>
	<navigation-case>
		<if>#{pessoaBean.pessoa.id != null}</if>
		<to-view-id>/listagemPessoas.xhtml<to-view-id>
	</navigation-case>
</navigation-rule>
...

No nosso exemplo acima, mesmo sem retornar nenhum outcome, a navegação acontece da view “/cadastroPessoa.xhtml” para a view “/listagemPessoas.xhtml“, graças ao <if> do nosso <navigation-case>. Na expressão do exemplo usei algo bem simples, considerei que se o id da pessoa está diferente de nulo é porque a ação de salvar foi executada com sucesso. Obviamente podemos evoluir esse exemplo, mas como a finalidade aqui é didática acredito que seja sufucuente como está.

EL no <to-view-id>

Para finalizar vamos dar uma olhada no exemplo do uso da EL no <to-view-id>. Vamos ver esse outro exemplo.

@ManagedBean(name="cidadeBean")
@RequestScoped
public class CidadeBean{
 
	private EntityManager em; //injetado por algum mecanismo
 
	private Cidade cidade = new Cidade();
 
	private nextView;
 
	public String actionSalvar() {
		em.persist(cidade);
		nextView = "/listagemCidades.xhtml"
		return "sucesso";
	}
 
	//getters e setters suprimidos
}

E no faces-config.xml temos o seguinte

...
<navigation-rule>
	<from-view-id>/cadastroCidade.xhtml</from-view-id>
	<navigation-case>
		<from-outcome>sucesso</from-outcome>
		<to-view-id>#{cidadeBean.nextView}<to-view-id>
	</navigation-case>
</navigation-rule>
...

Com isso fechamos a parte de NavigationHandler do JSF 2. Na verdade ainda tem como novidade a possibilidade de consultarmos os NavigationCase’s de forma programática. Mas isso eu comento melhor quando for falar do que podemos fazer de forma programática no JSF 2 usando a implementação de referência, Mojarra (pois essas configurações programáticas que irei comentar não são especificadas).

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Conversation Scope usando @CustomScoped do JSF 2.0

May 12th, 2009

Apesar do título, o JSF 2 não vai ter um escopo Conversation ou coisa parecida como tem no Seam ou Orchestra. O que vai ter é o suporte direto a escopos personalizados, o que torna simples a criação de um escopo como Conversation.

Nesse exemplo eu desenvolvi um escopo de conversação simples, mas não é difícil melhorá-lo para suportar diversas conversações simultâneas, assimilando a idéia a gente vê que não é nenhum bicho de sete cabeças. Claro que o principal objetivo é o aprendizado de como tudo funciona, e não ficar implementando o que já tem pronto em diversos frameworks.

Vamos então ao exemplo.

@ManagedBean(name="testeBean")
@CustomScoped("#{conversacao}")
public class TesteBean {
 
	private Integer contador;
 
	@PostConstruct
	public void init()
	{
		System.out.println("TesteBean.init()");
		contador = 0;
	}
 
	public void incrementarContador()
	{
		contador++;
	}
	public void iniciaConversacao()
	{
		Conversacao.instancia().iniciar();
	}
	public void finalizaConversacao()
	{
		Conversacao.instancia().finalizar();
	}
 
	public Integer getContador() {
		return contador;
	}
	public void setContador(Integer contador) {
		this.contador = contador;
	}
}

Acima está um managed bean que chamei de “beanTeste”. Coloquei um println no método init() e anotei esse método com @PostConstruct. Na prática isso quer dizer que toda vez que o managed bean for construído esse método será chamado, e consequentemente aparecerá no console. Isso é útil para vermos que o escopo de conversação realmente está funcionando. Já que estamos falando de escopo personalizado, quem faz isso é a anotação @CustomScoped, que recebe como valor uma EL que será resolvida por um EL Resolver que vamos criar.

Agora vamos ver a tela

Contador atualizado via ajax e mantido com a conversação: <h:outputText id="output3" value="#{testeBean.contador}"/>
 
<br/>
 
<h:commandButton action="#{testeBean.incrementarContador}" value="Incrementar Contador">
	<f:ajax render="output3"/>
</h:commandButton>
<h:commandButton action="#{testeBean.iniciarConversacao}" value="Iniciar Conversação">
	<f:ajax render="@none"/>
</h:commandButton>
<h:commandButton action="#{testeBean.finalizarConversacao}" value="Finalizar Conversação">
	<f:ajax render="@none"/>
</h:commandButton>

Tanto o exemplo da tela quanto do managed bean estão simplificados para o nosso exemplo, mas a versão disponível para download contém uns exemplos para testarmos o funcionamento do ajax também.

A idéia do nosso escopo “conversacao” é o mesmo do Seam, ele funciona como request até que seja explicitamente iniciada a conversação. Quando isso ocorre, o escopo passa a ser statefull até que a conversação seja finalizada, fazendo com que ela funcione como request novamente.

Seguindo essa idéia, o contador que aparece na tela não vai sair de “1″ até que a conversação seja iniciada, pois como o escopo é request, toda vez que executamos a ação “incrementaContador” o managed bean será criado novamente (contador = 0), depois a ação será executada (contador = 1) e então a página será renderizada (exibe contador = 1). Agora se a conversação for iniciada o managed bean será mantido entre as requisições, e o contador não será zerado até que a conversação termine.

Para nosso escopo funcionar, precisamos de um ELResolver, que será quem vai conseguir dizer para o faces de onde virá os objetos relacionados ao escopo “conversacao”. Registramos nosso ELResolver no faces-config.xml assim

<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?>
<faces-config xmlns="http://java.sun.com/xml/ns/javaee"
              xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
              xsi:schemaLocation="http://java.sun.com/xml/ns/javaee http://java.sun.com/xml/ns/javaee/web-facesconfig_2_0.xsd"
              version="2.0">
 
    <application>
        <el-resolver>br.eti.gilliard.exemplojsf2.conversacao.ConversacaoELResolver</el-resolver>
    </application>
 
</faces-config>

E a implementação fica assim

 
public class ConversacaoELResolver extends ELResolver {
 
	@Override
	public Object getValue(ELContext elContext, Object base, Object property) {
 
		if (property == null) {
			throw new PropertyNotFoundException("A Propriedade não pode ser nula!");
		}
		if (base == null) {
 
			if(Conversacao.NOME_ESCOPO.equals(property.toString()))
			{
				Conversacao conversacao = Conversacao.instancia();
				elContext.setPropertyResolved(true);
				return conversacao;
			}
 
			Conversacao conversacao = Conversacao.instancia();
			return getValue(conversacao, property.toString(), elContext);
 
		} else if (base instanceof Conversacao) {
			return getValue((Conversacao) base, property.toString(), elContext);
		}
		return null;
	}
 
	private Object getValue(Conversacao conversacao, String property, ELContext elContext) {
		Object objeto = conversacao.get(property);
		elContext.setPropertyResolved(objeto != null);
		return objeto;
	}
 
	// os outros métodos foram suprimidos nesse exemplo
 
}

Essa é uma implementação comum de EL Resolver, onde eu uso o objeto retornado por Conversacao.instancia() para localizar as propriedades solicitadas.

Para o jsf um escopo nada mais é do que um java.util.Map, e de fato a classe Conversacao estende ConcurrentHashMap, ou seja, é um Map como pede o jsf. Fora isso os métodos get e put foram sobrescritos para funcionarem de acordo com nossa especificação de conversação, ou seja, se ela não foi iniciada tudo deve funcionar como request, agora quando a conversação é iniciada, os valores passam a ser guardados dentro da sessão do usuário, fazendo assim ficar statefull. Depois que a conversação é finalizada os valores voltam a ser guardados no request.

Antes de ver a implementação da classe Conversacao, o mais importante é entender como o mecanismo de resolução de EL funciona. Como visto no faces-config.xml, não existe nenhuma ligação da nossa implementação de ELResolver com a El “#{conversacao}” que colocamos na anotação @CustomScoped do nosso managed bean. Toda vez que uma EL é encontrada ela é passada para os ELResolvers contidos na aplicação. Obviamente existem outras implementações padrões já disponíveis, e a nossa vai entrar nessa fila. Como nenhuma das outras implementações vai saber resolver essa EL, ela acaba vindo para a nossa implementação, e então quando encontramos o objeto procurado utilizamos o método “ElContext.setPropertyResolved(boolean b)” passando true para informar que não precisa continuar perguntando para os demais ELResolver’s, pois o nosso já descobriu quem é o objeto.

Existem alguns detalhes que devemos seguir ao implementar um escopo personalizado, como o de avisar, utilizando o novo sistema de eventos do JSF 2, que estamos criando ou destruindo nosso escopo.

Além disso para fazer essa implementação suportar múltiplas conversações seria necessário apenas colocar um nível a mais de mapa na nossa implementação, onde teríamos uma identificação da conversação e então seu contexto. Em vez de um simples Map, ficaria um Map de Map :D . Então para saber qual Map interno devolver a gente buscaria a conversação atual de algum contexto da nossa escolha, e poderíamos deixar um combobox sempre visível na tela para o usuária escolher a conversação que ele quer usar. Novamente nada de novo, tudo igual o funcionamento do Seam, por exemplo.

Agora sim vamos à implementação da classe Conversacao.

public class Conversacao extends ConcurrentHashMap<string,Object>{
 
	private static final long serialVersionUID = 7556965369432050706L;
 
	public static final String NOME_ESCOPO = "conversacao";
 
	private static final String CONVERSACAO_ATUAL = "exemplojsf2.conversacao.ConversacaoAtual";
 
	private boolean conversacaoNaoIniciada = true;
 
 
	private Conversacao() {
	}
 
	public static Conversacao instancia()
	{
		Map<string, Object> sessionMap = FacesContext.getCurrentInstance().getExternalContext().getSessionMap();
		Conversacao conversacao = (Conversacao) sessionMap.get(CONVERSACAO_ATUAL);
		if(conversacao == null)
		{
			conversacao = new Conversacao();
			sessionMap.put(CONVERSACAO_ATUAL, conversacao);
		}
		return conversacao;
	}
 
	public Object get(Object propriedade)
	{
		//se a conversacao nao for iniciada funciona como request
		if(conversacaoNaoIniciada)
		{
			return pegarDoRequest(propriedade);
		}
 
		return super.get(propriedade);
	}
 
	@SuppressWarnings("unchecked")
	private Object pegarDoRequest(Object propriedade)
	{
		Map<string, Object> requestConversation = (Map<string, Object>) FacesContext.getCurrentInstance().getExternalContext().getRequestMap().get(CONVERSACAO_ATUAL);
		if(requestConversation != null)
		{
			return requestConversation.get(propriedade);
		}
		return null;
	}
 
	@Override
	public Object put(String key, Object value)
	{
		//se a conversacao nao for iniciada funciona como request
		if(conversacaoNaoIniciada)
		{
			return colocarNoRequest(key, value);
		}
 
		return super.put(key, value);
	}
 
	@SuppressWarnings("unchecked")
	private Object colocarNoRequest(String key, Object value)
	{
 
		Map<string, Object> requestMap = FacesContext.getCurrentInstance().getExternalContext().getRequestMap();
		Map<string, Object> requestConversation = (Map<string, Object>) requestMap.get(CONVERSACAO_ATUAL);
		if(requestConversation == null)
		{
			requestConversation = new ConcurrentHashMap<string, Object>();
			requestMap.put(CONVERSACAO_ATUAL, requestConversation);
			return requestConversation.put(key, value);
 
		}
 
		return requestConversation.put(key, value);
	}
 
	public void iniciar()
	{
		conversacaoNaoIniciada = false;
		promoverRequestParaConversacao();
		notificarCriacao();
	}
 
	@SuppressWarnings("unchecked")
	private void promoverRequestParaConversacao()
	{
		Map<string, Object> requestConversation = (Map<string, Object>) FacesContext.getCurrentInstance().getExternalContext().getRequestMap().get(CONVERSACAO_ATUAL);
		super.putAll(requestConversation);
	}
 
	private void notificarCriacao()
	{
		ScopeContext context = new ScopeContext(NOME_ESCOPO, this);
		FacesContext facesContext = FacesContext.getCurrentInstance();
		facesContext.getApplication().publishEvent(facesContext, PostConstructCustomScopeEvent.class, context);
	}
 
	public void finalizar()
	{
		notificarFinalizacao();
		conversacaoNaoIniciada = true;
		rebaixarConversacaoParaRequest();
 
	}
 
	@SuppressWarnings("unchecked")
	private void rebaixarConversacaoParaRequest()
	{
		Map<string, Object> requestMap = FacesContext.getCurrentInstance().getExternalContext().getRequestMap();
		Map<string, Object> requestConversation = (Map<string, Object>) requestMap.get(CONVERSACAO_ATUAL);
		if(requestConversation == null)
		{
			requestConversation = new ConcurrentHashMap<string, Object>();
			requestMap.put(CONVERSACAO_ATUAL, requestConversation);
		}
		requestConversation.putAll(this);
		this.clear();
		FacesContext.getCurrentInstance().getExternalContext().getSessionMap().remove(CONVERSACAO_ATUAL);
	}
 
	private void notificarFinalizacao()
	{
		ScopeContext context = new ScopeContext(NOME_ESCOPO, this);
		FacesContext facesContext = FacesContext.getCurrentInstance();
		facesContext.getApplication().publishEvent(facesContext, PreDestroyCustomScopeEvent.class, context);
	}
}

O download do exemplo pode ser feito aqui.

Com certeza deve ter algum errinho nessa implementação, mas se tiver não se desespere, por essas e outras que você certamente deve estar usando um framework mais confiável na tua aplicação do que uma implementação de “fundo de quintal” ;) . De qualquer forma encontrando os errinhos me diga que eu vou corrigindo.

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f:ajax no JSF 2.0

May 11th, 2009

Depois de muito tempo sem escrever estou eu aqui de novo falando de JSF 2.0

Neste post irei mostrar como está ficando o suporte a ajax do JSF 2. Já adianto que está ficando bem parecido com o Ajax4Jsf. Em outros posts eu já havia comentado sobre o suporte a ajax que a nova versão do jsf vai suportar. Mas agora vou falar do componente de tela para facilitar o uso, no outro post falei apenas da API JavaScript, que eu usei nesse exemplo.

O componente <f:ajax> parece o <a4j:support>. Essa nova tag pode ser usada tanto dentro de uma tag específica, tornando-a ajax, assim como fazemos com o <a4j:support> ou pode ser colocada em volta de vários componentes, tornando todos os componentes dentro dela ajax.

Por exemplo:

 
<h:panelGroup id="panelGroupX">
...
</h:panelGroup>
 
<h:outputText id="outputY" value="..."/>
 
<h:commandButton action="...">
    <f:ajax execute="@form" render="panelGroupX outputY"/>
</h:commandButton>

Nesse exemplo temos uma página como já estamos acostumados, até onde o novo componente aparece. Nesse caso a tag <f:ajax> está habilitando ajax no commandButton, e os dois principais atributos da tag são “execute” e “render”. O primeiro serve para informarmos o que será enviado ao servidor na nossa requisição ajax, e o segundo é como o “reRender” do ajax4jsf, e serve para informarmos o que será renderizado novamente. Ambos aceitam uma lista de ids, separados por espaço em branco, ou então os seguintes valores pré-definidos:

  • @this – o próprio componente que dispara a requisição ajax
  • @form – o formulário que envolve o componente @this
  • @all – a view inteira
  • @none – nenhum componente

Lembrando novamente que esses valores servem tanto para informar o que vai (execute) e o que volta (render) em uma requisição ajax.

Agora outro exemplo

 
<f:ajax event="onmouseover">
 
    <h:panelGroup id="panelGroupX">
    ...
    </h:panelGroup>
 
    <h:outputText id="outputY" value="..."/>
 
    <h:commandButton action="...">
        <f:ajax event="action" execute="@form" render="panelGroupX outputY"/>
    </h:commandButton>
 
</f:ajax>

Nesse caso a tag <f:ajax> envolve os demais componentes, fazendo com que tudo que está dentro dela passe a disparar eventos ajax. Cada tipo de componente possui um evento padrão que dispara a requisição ajax: um input dispara a requisição quando tem seu valor alterado e um botão ou link quando é clicado, por exemplo.

Porém nesse exemplo eu especifiquei que o evento padrão que executará o ajax para todos os componentes dentro da tag <f:ajax> é o “onmouseover”, mas como mostrado no commandButton eu posso sobrescrever os valores definidos na tag <f:ajax> de fora com uma tag dentro do próprio componente. Eu usei a propriedade “event“, mas poderia ter usado qualquer outra na tag ajax de fora, fornecendo assim um mesmo comportamente default para todos.

No último exemplo usei a propriedade “event“, que como visto no exemplo serve para dizer qual evento executará a requisição ajax. Essa propríedade suporta todos os eventos DOM e ainda “valueChange” para componentes de entrada de dados (ou mais especificamente um EditableValueHolder) e “action” para componentes de ação (um ActionSource).

A tag <f:ajax> suporta ainda os atributos:

  • listener – serve para fazer binding com um método que a seguinte assinatura “public void (javax.faces.event.AjaxBehaviorEvent event) throws javax.faces.event.AbortProcessingException“. Com isso podemos executar um código java quando um evento qualquer é disparado.
  • disabled – seria o equivalente ao rendered de um componente visual, se o valor definido aqui for true o suporta a ajax fica desabilitado.
  • immediate – igual o immediate dos componentes jsf comuns.
  • onevent – função js que será chamada quando o evento especificado for executado
  • onerror – função js que será chamada quando um erro ocorrer na requisição

Esse post foi curto por falta de tempo, mas novos posts virão em breve (assim espero ). Já estou com um exemplo pronto de implementação de conversation usando o suporte a escopos customizados do JSF 2.0, mas isso vai ter que ficar para o próximo post ;)

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Exemplo com JSF 2.0

February 2nd, 2009

Na última sexta-feira, dia 30/01/2009, realizamos a primeira reunião de 2009 do JUGMS. Foi bem legal, contamos com mais de 100 pessoas. Nosso bate papo teve, além de conversarmos sobre os planos do JUGMS, dois assuntos bem interessantes. O Saulo falou um pouco sobre Análise e Projeto OO em Java, e eu sobre as novidades do JavaEE 6, parando um tempinho a mais na parte de JSF 2.0.

O tempo foi curto, e não deu pra explorar muito o exemplo, mas estou disponibilizando agora a apresentação e o projeto de exemplo usando JSF 2. O exemplo foi feito usando Java 6 e tomcat 6.

Alguns pontos que eu procurei mostrar no exemplo foram:

API AJAX do JSF 2.0

No código do exemplo podemos ver trechos de código como este:

...
<h:commandButton value="Salvar" action="#{estadoBean.salvar}"
onclick="return facesAjaxRequest(this, event, {inputs: 'formEstado', render: 'formEstado:listaEstados'})"/>
...

onde eu criei essa função js chamada facesAjaxRequest que encapsula a simples chamada ajax do jsf 2 que seria assim:

jsf.ajax.request(element, event, options);

Essa funçao recebe o elemento que está disparando a ação (normalmente this), o evento e um mapa de parâmetros. Nesse mapa existem duas entradas: execute e render. No render, especificamos, separados pos espaços em branco, os clientIds dos componentes que serão renderizados novamente, e no execute passamos os valores a serem enviados ao server nessa requisição ajax.

No exemplo usei a função facesAjaxRequest para montar dinamicamente a lista que vai no parâmetro execute, por isso este parâmetro não aparece no primeiro exemplo mostrado. Com essa função, podemos ainda passar o id de qualquer elemento html pelo atributo inputs do mapa que todos os inputs e selects que estiverem abaixo desse elemento será enviado para o server. Na tela de cadastro de cidades fiz uma espécie de ajaxRegion usando essa forma bem simples.

Isso tudo porque o JSF 2 não tem algo tão fácil de usar como os componentes da biblioteca ajax4jsf. A idéia dessa biblioteca de ajax de jsf 2 não é deixar tudo mastigadinho, e sim prover uma infraestrutura básica uso padronizado de js nos componentes, eliminando ou diminuindo assim as incompatibilidades entre as bibliotecas de componentes disponíveis.

Para quem chegou a usar as funções js do Facelets 1.2, que nem chegou a ser continuado, e que eu mostrei num artigo que escrevi pra MundoJava há muito tempo, o funcionamento é quase o mesmo, só mudando praticamente o nome das funções js e a forma como os dados eram enviados ao server.

Facelets 2

Como já foi dito por aí, agora o JSF já vem por default com o Facelets 2 habilitado, não sendo necessário colocar nenhuma configuração para utilizálo. Inclusive no exemplo disponível para download, nem existe o arquivo faces-config.xml, pois fiz tudo por anotações e o Facelets já vem pronto pra uso. Mas é claro que ele continua sendo utilizado para as regras de navegação.

Criação de componentes com Facelets 2

Com facelets 2, a criação de componentes será algo mais “formal” do que fazemos com facelets hoje em dia. Isso graças a presença de uma definição do componente como esse:

...
<composite:interface name="beanSimples">
    <composite:attribute name="bean" required="true">
        <composite:attribute name="descricao" type="String" required="true"/>
    </composite:attribute>
</composite:interface>
 
<composite:implementation>
    Descrição: <h:inputText id="descricao" value="#{compositeComponent.attrs.bean.descricao}"/>
</composite:implementation>
 
...

O componete possui a interface e a implementação. Na interface podemos colocar os parâmetros que serão recebidos, como no exemplo onde eu preciso passar um objeto que eu chamei de “bean” e esse bean tem que ter um atributo do tipo String chamado descrição.

É possível ainda passar atributos que representam ações, o que não é possível hoje em dia. Além disso não é necessário nenhum arquivo para configurar o nosso componente customizado, tudo é feito através de convenção. Basta colocar o componente em uma pasta dentro do resources do jsf que ele já fica publicado e acessível por uma uri default. Mas se quisermos colocar uma uri específica é só indicar através de um arquivo de configuração.

SelectItems

Finalmente podemos usar o componente f:selectItems sem ter que criar uma lista ou array de SelectItem. Agora podemos usar diretamente nossos objetos do modelo como podemos fazer usando outros componentes de selectItems como o do Seam.

<h:selectOneMenu value="#{cidadeBean.cidade.estado}">
    <f:selectItems value="#{estadoBean.estados}" var="estado" itemLabel="#{estado.descricao}" itemValue="#{estado}"/>
</h:selectOneMenu>

Finalizando

O exemplo disponível é bem simples, mas procurei mostrar nele o uso de coisas simples, como as mencionadas acima, e também proporcionar para quem ainda não teve a disposição de começar a testar que já tenha um ponto de partida. Olhando o código fonte podemos ver funcionando também as novas tags para escrever css e js, e explorar a parte de localização de recursos, que é inclusive o que torna a criação de componentes tão simples.

Espero que esse post e os materiais relacionados sejam de utilidade, e caso você encontre algum erro no material disponível me avise comentando aqui ;)

Facelets, JSF, JavaEE , , ,